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Gabriel Medina derrota Kelly Slater na final histórica do Billabong Pro Tahiti na bancada de Teahupoo |
ASP coloca Seasick Steve na trilha-sonora do vídeo. Mandaram bem
Foi uma final dramática e a torcida brasileira sofreu até o final, porque Kelly Slater precisava de uma nota 9.33 para virar o resultado contra Gabriel Medina, que tinha dois high scores mas não estava confortável na bateria e nem podia.
Afinal, 9.33 é praticamente nada para o americano multicampeão do mundo, vencedor em Teahupoo quatro vezes. E competitivo como é, ele não iria dar mole ao garoto de Maresias e quase virou o resultado numa onda que tinha tudo para ser high-score, mas na saída do tubo a prancha ficou presa no tubo, sem velocidade, e Slater morreu dentro.
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"This is the best World Tour event that I've ever seen", Kelly Slater no Facebook da ASP |
Medina também quebrou a prancha e foi rebocado meio zonzo depois levar uma amassada sinistra num tubo sem futuro.
Faltavam 50 segundos para o final da bateria e, quando todos pensavam que a vitória de Medina estava garantida, Medina deu um certo mole ao não fazer valer a prioridade e Slater encontrou forças para pegar a última onda do campeonato. Ele deu um daqueles late take-offs impossíveis dele de sempre, cavou com toda a elegância de sempre, raspou a mão na água e ficou lá dentro uma vida. Saiu seco e deixou todo o mundo de olho na bateria em suspense.
Era onda para 9.33? Eu achava que não, mas em momentos assim, ele normalmente tem todo o carinho dos juízes da ASP. Mas, desta vez, bateu na trave. Ironicamente, da mesma maneira como ele faz com seus rivais que às vezes acabam agonizando no último minuto. Resultado, levou 9.30 e Gabriel Medina é o segundo brasileiro a vencer na temida bancada do Tahiti - o primeiro foi Bruno Santos, surfista de Niterói.
John Florence também surfou muito e não seria injusto vê-lo campeão da etapa. Numa bateria fantástica decidida nos detalhes que só os juízes são capazes de explicar, empate na semifinal por 19.77 com Slater. Com um 10 na cartola, Slater fez valer a tradição de seu nome falar mais alto na hora de soltarem a nota.
Na outra semi, Medina atropelou Bede Durbidge. O aussie tinha um bom retrospecto nas quartas, mas não achou as ondas na bateria: 18.67 a 4.17.
Com o resultado, o brasileiro escapa na liderança do ranking com 46.150 pontos. Vice no Tahiti, Slater desbanca o aussie Joel Parkinson do segundo lugar, com 38.350.
John Florence também surfou muito e não seria injusto vê-lo campeão da etapa. Numa bateria fantástica decidida nos detalhes que só os juízes são capazes de explicar, empate na semifinal por 19.77 com Slater. Com um 10 na cartola, Slater fez valer a tradição de seu nome falar mais alto na hora de soltarem a nota.
Na outra semi, Medina atropelou Bede Durbidge. O aussie tinha um bom retrospecto nas quartas, mas não achou as ondas na bateria: 18.67 a 4.17.
Com o resultado, o brasileiro escapa na liderança do ranking com 46.150 pontos. Vice no Tahiti, Slater desbanca o aussie Joel Parkinson do segundo lugar, com 38.350.
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Medina atropela geral, mas tem as notas ligeiramente achatadas. Foto: ASP World Tour |
Depois de faturar os títulos na Gold Coast e Fiji, com esta vitória em Teahupoo Gabriel Medina segue na liderança do World Tour e torna bastante possível o sonho do título mundial. A próxima etapa começa em 9 de setembro, nas ondas de Trestles, Califórnia.
Billabong Pro Tahiti 2014
1 Gabriel Medina (Bra)
2 Kelly Slater (EUA)
3 Bede Durbidge (Aus)
3 John Florence (Haw)
5 Adrian Buchan (Aus)
5 Kolohe Andino (EUA)
5 Dion Atkinson (Aus)
5 Owen Wright (Aus)
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John Florence poderia perfeitamente sair campeão da etapa. Ele e Slater travaram uma semifinal fantástica, a bateria do ano, com desempate na melhor nota: 19.77 (10 e 9.77) a 19.77 (9.90 e 9.87) |